Aruana

Gramínea de ciclo vegetativo perene com crescimento ereto e decumbente.

Descrição

Gramínea de ciclo vegetativo perene com crescimento ereto e decumbente.

Adaptação: Como a maioria dos Panicuns, o Aruana prefere solos leves, friáveis, férteis bem drenados e profundos. Exige precipitação pluviométrica acima de 800 mm anuais.

Resistência: Possui boa resistência à seca, ao frio, à cigarrinha das pastagens e média ao sombreamento, porém, não tolera encharcamento em excesso.

Indicação: Tem apresentado bons resultados na ovinocultura por apresentar características interessantes ao sistema, tais como:
– Porte médio (adequado ao ovino), atingindo aproximadamente 80 cm de altura;
– Grande capacidade e rapidez de perfilhamento;
– Propagação por sementes;
– Alta produtividade de forragem no inverno, com 35 a 40% da produção anual ocorrendo na seca;
– Boa tolerância ao pastejo baixo promovido pelo ovino, o que possibilita a adoção dessa técnica como parte da estratégia de controle de helmintos parasitas (favorecendo a exposição de larvas às intempéries climáticas como radiação solar e ventos); e,
– Arquitetura foliar aberta e ereta, típica das forragens cespitosas, propicia uma maior incidência de radiação solar e maior ventilação dentro do perfil da pastagem. Isso força a migração das larvas para a base do capim logo nas primeiras horas da manhã, após a secagem do orvalho, favorecendo o controle das verminoses.

Taxa de semeadura: Mesma quantidade exigida pelo Tanzânia-1 e Mombaça.

Profundidade de plantio: Os melhores resultados são obtidos com o uso de rolo compactador que incorpora essas sementes em torno de 2,0 cm de profundidade e aumenta o contato das mesmas com o solo, favorecendo a germinação. Não é recomendado o uso de grade niveladora. Pode-se adaptar um sistema de correntes atrás das semeadoras capaz de jogar um volume pequeno de terra nas sementes.

Produção: Produção variando de 18 a 21 toneladas de matéria seca/ha/ano com 8 a 10% de proteína bruta na matéria seca. Apresenta digestibilidade in vitro em torno de 60% e alta palatabilidade.

Manejo: Após 90 dias de germinação, faz-se o primeiro pastoreio com animais jovens, promovendo um corte até 30 a 40 cm de altura, para favorecer o perfilhamento e fortalecer o sistema radicular. Para um melhor aproveitamento da forragem no verão, recomenda-se que cada piquete seja subdividido com auxílio de cerca elétrica móvel, sendo movimentada em faixas, liberando-se 1/3 da pastagem a cada período de 3 a 5 dias.